Já dizia o ditado: Tudo que vai, volta.

Meus queridos e minhas queridas que prestigiam o HAT TRICK, como diria um jornalista esportivo atualmente fora dos holofotes, “Parem as máquinas!”.

O sentido que quero dar a esta expressão tão usada por Roberto Avallone serve apenas pra chamar a atenção de vocês já que na verdade, ao que a prática promete, o certo seria dizer “acelerem as máquinas!”. Isso porque como dizia o ditado: tudo que vai, volta.  Talvez nem todos saibam mas, Michael Schumacher, aquele mesmo, heptacampeão de F1, detentor dos principais recordes na F1,que se aposentou no final de 2006, está de volta. Ele foi e voltou.

Depois do tenso GP da Hungria realizado na semana passada, a surpresa agora foi bem positiva. Pelo menos ao meu ver! O Schumacher será o substituto de Massa até que ele tenha plenas condições de voltar. Embora em seus vários anos de carreira ele tenha colecionado, além dos vários recordes, muitos desafetos, muitos momentos polêmicos e muita representação anticarismática, no fim de sua carreira participou de muitas ações sociais, momentos beneficentes e se mostrou muito solidário após o acidente do Massinha.  Ele fez questão de deixar claro que sua volta dá-se apenas pela grande consideração a amizade que tem por Felipe e pela eterna gratidão a Ferrari. Schumacher ainda está longe de ser unanimidade como pessoa, mas acredito que ele já foi bem pior. O fato é que a expectativa do mundo todo é enorme!

As Ironias.
Pouca gente se lembra mas Felipe Massa foi o último companheiro de equipe de Schumacher, ao suceder Barrichello na Ferrari. Agora vejam que ironia: um dos motivos que fez Schumacher largar as pistas foi proporcionar indiretamente a Felipe Massa a possibilidade de garantir seu lugar no time. Sabendo da eminente aposentadoria do alemão, a Ferrari buscava um piloto com potencial de campeão e a grande sensação do momento na ocasião era Kimi Raikkonen. Tanto é que, por indicação do próprio Schumacher, acabou o contratando. Agora a coisa se inverteu: com o acidente, Massa cede seu lugar ao alemão mesmo que temporariamente! Querem outra coincidência? Meu irmão Rafael relembrou que em julho de 1999 Schumacher sofreu um acidente e foi substituido por Mika Salo na Ferrari e agora, em julho de 2009, ele substituirá Massa por conta de um acidente. Isso é no mínimo intrigante!

O Desafio
O primeiro a lançar a idéia e a apontar Schumacher como o melhor substituto, praticamente ignorando a existência dos pilotos de testes da Ferrari, Marc Gené e Luca Badoer, foi o velho tricampeão Niki Lauda.  Logo de cara o empresário de Schumacher (Willi Webber) rebateu dizendo que não haveria a menor sombra de fio de cabelo de possibilidade disso acontecer. Em dois dias a coisa mudou completamente e o alemão topou, declarando ser este um grande desafio a ser enfrentado aos 40 anos de idade. Vale dizer que ele nunca piloto este carro da Ferrari, que é bem diferente dos de sua época, e desconhece completamente o traçado do GP de Valência, que é a próxima etapa. Este circuito é novo, teve sua estréia na F1 no ano passado.

E agora?
Embora tenha se aposentado no final de 2006, ele chegou a ser piloto de teste da equipe em 2007 e chegou a pilotar em alguns momentos em 2008. Acredito que muita gente adorou a novidade, outros nem tanto, mas uma coisa é fato: a expectativa está no ar e Schumacher está ávido por encarar este desafio. Será que o alemão ainda tem lenha pra queimar? E se ela andar bem, o que será dos demais? Será que ele corre o risco de dar um grande vexame? Será que existe a possibilidade de ouvirmos de novo no podium o hino alemão seguido pelo hino italiano? Daqui a três semanas teremos as respostas e, enquanto isso, Schumacher manda bala em sua preparação física.

Abaixo alguns casos relativamente recentes de campeões que voltaram depois de declarar aposentadoria da F1:

PROST copyAlain Prost se aposentou da categoria no final da temporada de 1991 mas, convidado pela Willians, tornou-se o piloto número 1 em 1993,  já que a equipe perdia seu então campeão, Nigel Mansell, para a Indy.

MANSELL copyNigel Mansell se retirou da F1 no fim de 1992 após ser campeão mas, com a morte de Senna em 1994, fez algumas corridas pela Willians em seu lugar. Em 1995 fez algumas corridas pela MacLaren mas a idade e o desgaste físico pesaram e ele pendurou o volante de vez.

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Fim de semana de muita turbulência. Coincidências ou avisos?

Há praticamente uma semana, comentei com meus irmãos e com uns amigos meus que minha expectativa para a décima etapa do mundial de F1, o GP da Hungria, realizado neste último final de semana, era de que teríamos surpresas. Quero dizer que não sou vidente.

Quando eu disse isso, imaginava ver resultados atípicos e uma corrida bem movimentada. De fato os resultados foram atípicos já que Alonso saiu na pole position e o vencedor da corrida foi Lewis Hamilton, ambos com carros aquém de seus concorrentes. Aqui no HAT TRICK eu gostaria de comentar sobre a corrida, sobre o mau desempenho da Branw GP, sobre o novato Jaime Alguersuari que estreando pela Toro Rosso tornou-se o piloto mais jovem a participar da F1, sobre o desempenho dos brasileiros, sobre a disputa do campeonato que vai aquecendo, mas acho que devo comentar sobre algo mais global: A segurança no automobilismo.

Não pretendo ser repetitivo e ficar contando o que aconteceu com o Felipe Massa e como aconteceu, até porque todo mundo já sabe e há notícias por todos os lados e a todo o momento, mas acho importante mencionar fatos que acompanhei pela TV. Infelizmente não pude acompanhar todas as corridas que rolaram nesse fim de semana, mas as três que pude acompanhar proporcionaram momentos tensos.

No sábado foi o acidente do Massa, no domingo de manhã na MotoGP os 5 primeiros colocados vinham numa bela briga num asfalto meio seco e meio molhado até que entre eles quatro levaram tombos consideráveis e se estatelaram no chão – sem ferimentos graves. Também no domingo durante a corrida de Fórmula Indy, Tony Kanaan fazia seu pit stop e quando estava prestes a deixar o pit lane, a mangueira de combustível continuou funcionando mesmo após estar desconectada do carro, jorrando combustível pra todo lado. Resultado: o carro pegou fogo e, graças a ação rápida e solidária da equipe rival Penske, o fogo foi apagado e por sorte Tony teve apenas queimaduras de segundo grau nos dedos e nas sobrancelhas.

Aqui vai um rápido vídeo mostrando o que aconteceu com o Tony na Fórmula Indy:

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Como em qualquer esporte e em qualquer atividade, os riscos estão presentes. A questão segurança nunca foi deixada de lado nas principais categorias do automobilismo e certamente nunca poderá. Mas, ao ver tudo isso, ao refletir um pouco mais, é possível dizer que foi sorte ou azar? Foram avisos ou coincidências?

É possível dizer que Massa teve azar pela mola do carro de Rubinho ter acertado bem seu capacete. Também é possível dizer que ele teve sorte porque se a mola acertasse somente a viseira teríamos a reedição da tragédia de primeiro de maio de 1994. Aliás, foi inevitável não relembrar e não sentir a mesma tensão daquele dia. E o que dizer do sentimento de Rubinho que, além de ter perdido suas chances na corrida por conta da quebra, além de ser um dos pilotos mais azarados em comparação aos demais, viu seu amigo e compatriota ficar entre a vida e a morte? Tudo é difícil e muito relativo.

No link abaixo uma homenagem bacana. No domingo antes da corrida a grande maioria dos pilotos gravaram rápidas mensagens de apoio a Massa. Embora recentemente a F1 tenha sofrido tanto com brigas políticas, é bacana ver a união e solidariedade entre os pilotos.

VEJA AKI:
http://video.sky.it/videoportale/index.shtml?videoID=30768449001

A teoria do “trocar seis por meia dúzia” funciona no automobilismo?

Diz a regra que quem sabe , sabe. Seja aqui ou debaixo d’água, certo? Isso nos leva a crer que professor é professor, mecânico é mecânico, músico e músico, etc. O ditado popular “trocar seis por meia dúzida” significa uma mudança que não interfere em nada, ou seja, algo que dá no mesmo. Sendo assim podemos considerar que piloto é piloto, independentemente de qual seja a categoria em que ele corra, certo? Será mesmo?

Tudo bem. Existem muitos critérios, épocas e situações que se tornam variáveis determinantes pra responder isso. Então, pra tentar facilitar, eu vou mencionar quatro pilotos de duas gerações diferentes que, em determinada época, chegaram a se enfrentar ao mesmo tempo e na mesma categoria. São eles: Mario Andretti e Emerson Fittipaldi, que rivalizaram durante vários anos em mais de uma categoria e Michael Andretti e Christian Fittipaldi, que também rivalizaram durante alguns anos em mais de uma categoria.

Eu quero relembrar alguns fatos do passado que caracterizaram as carreiras destes caras. Daí teremos mais condições de colocar à prova a teoria “seis por meia dúzia”.

EXEMPLO 1: MARIO ANDRETTImario-andretti
Na minha opinião, embora não fosse nenhum fenômeno das pistas, ao menos extremamente competente é possível dizer que ele foi. O cara correu de tudo que se pode imaginar: F1, Fórmula Indy, Le Mans e Turismo.
Italiano naturalizado americano, o tiozão hoje está com 69 anos de idade e foi
o precursor do nome Andretti no automobilismo mundial. Depois dele vieram vários outros familiares como por exemplo, John, Michael e Marco, entretanto nenhum deles com tamanho êxito.  

Pontos altos da carreira: Tetracampeão na Indy / Campeão da F1 em 1976 pela Lotus / Vencedor das 24h de Daytona em 1975 / 30 participações nas 500 milhas de Indianápolis (de 1965 a 1994) vencendo em 1969 / Segundo lugar nas 24h de Le Mans em 1995.

Veredito: sim, este foi “seis por meia dúzia”.

Por incrível que pareça Mario encerrou a carreira em 2003 após uma inacreditável sequência de “loopings” durante testes de pneus para seu filho Michael Andretti, em Indianápolis. Ao passar por um pedaço do carro de Kenny Brack, que se acidentara metros a frente, o carro levantou vôo a aproximadamente 360km/h. Milagrosamente ele teve apenas leve escoriações. Veja aqui:

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EXEMPLO 2: EMERSON FITTIPALDIemersonfittipaldi
Esse é o cara! O Emerson é considerado o principal responsável pelo sucesso brasileiro no automobilismo mundial. Hoje com 63 anos, foi o homem que colocou o Brasil na rota da velocidade e que abriu as portas para todos os demais pilotos brasileiros surgirem. 
Acho que nas pistas sua maior qualidade era a regularidade, sempre fui fã de seu estilão e hoje não vejo nenhum outro piloto que se assemelhe. Emerson sempre andou bem por onde passou, sempre atacava na hora certa, sempre poupou na hora que devia e sempre soube como agir de acordo com a situação. Por todos estes motivos é extremamente respeitado por todos.

Pontos altos da carreira: Bicampeão de F1 (1972 e 1974) / Campeão na Indy (1989) / Bicampeão das 500 milhas de Indianápolis (1989 e 1993), sendo o primeiro brasileiro a vencer no templo sagrado do automobilismo mundial / Fundador da primeira e única equipe brasileira que competiu na F1, a Copersucar. Além de dono da equipe, pilotou pela mesma.

Veredito:
sim, este foi “seis por meia dúzia”.

Primeira vitória de Emerson nas 500 milhas de Indianápolis, 1989. Bem louco:

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EXEMPLO 3: MICHAEL ANDRETTI
 MICHAELandretti
Bem, aqui o discurso muda. Michael é filho de Mario e, por conta do sucesso do pai, teve sua entrada no automobilismo bem facilitada. É fato que obteve êxito na Indy, venceu corridas e chegou a ser campeão, mas quase sempre esteve guiando carros competitivos.
O auge de sua carreira pára por aí e suas grandes atuações se restringem ao território norte americano. Em 1992 foi campeão na Indy e, por este motivo, foi contratado pela McLaren para disputar o mundial de F1 em 1993, como companheiro de equipe de ninguém menos do que Ayrton Senna. Resultado? Um vexame! Por conta dos vários acidentes, falta de performance e deficiências técnicas, foi demitido a cinco etapas do final e voltou “correndo” pros EUA.

Pontos altos da carreira: Campeão da Indy / convite pra correr na F1.

Veredito:
não, este passou longe de ser “seis por meia dúzia”

Michael Andretti em um de seus momentos ridículos  na F1. Veja:

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EXEMPLO 4: CHRISTIAN FITTIPALDI  christian
Pra ser sincero? A coisa é triste… Sobrinho de Emerson, Christian até que foi bem na Europa quando participou das categorias iniciantes e de acesso à F1. Ele vem da mesma safra de pilotos que incluía Barrichello e conseguiu chegar a F1 antes do Rubinho, mas…  
A expectativa de ter outro Fittipaldi na F1 era fantástica! Na época Piquet se aposentava e Senna era tricampeão, logo, a responsabilidade nem era tão grande pra cima dele. É certo que Christian nunca teve um bom carro na F1 e por isso nada conseguiu, mas mesmo correndo em outras categorias como na Indy e Nascar, não se firmou e não conseguiu nada. E olha que nestas últimas duas categorias teve carros excelentes!

Pontos altos da carreira: Três vitórias na Indy / O único brasileiro a correr pela Nascar / Um “looping perfeito” com uma Minardi quando corrida na F1 logo após cruzar a linha de chegada em Monza (1993)

Veredito:
não, este passou longe de ser “seis por meia dúzia”.

Momento notável! O perfeito looping do Christian em Monza, 1993. Fantástico:

 

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Cheguei a conclusão de que poderia citar muitos outros nomes como Nigel Mansell, Alessandro Zanardi, Juan Pablo Montoya, Jacques Villeneuve, etc. Na verdade fatos assim sempre aconteceram e sempre vão acontecer, mas acho que eu precisaria de uns 3 posts pra contar estas histórias! Quem sabe num futuro próximo, se acharem interessante. 😉 

Firmes e fortes, mas sempre na corda bamba.

Olá, pessoal! Antes de diluir sobre o tema de hoje, quero agradecer imensamente a participação de vocês que sempre visitam, comentam com palavras escritas ou ditas, que me mandam e-mail e que me estimulam a desenvolver meu blog. O resultado tem sido muito melhor do que eu imaginava e prometo que não irei decepcioná-los! Meu esforço por temas interessantes e sempre bem ilustrados continuará intenso. Muito obrigado! 😉 

Muito bem. Como se sabe, o campeonato da F1 existe oficialmente desde 1950 e de lá pra cá as corridas já foram realizadas em dezenas de circuitos espalhados mundo a fora. Alguns circuitos tornaram-se obsoletos com o passar dos anos, outros deixaram o circo por causa da grande concorrência num calendário limitado e apertado, outros saíram por falta de segurança ou por serem pouco atraentes economicamente, mas o que dizer sobre aqueles circuitos travados que desprestigiam a competição mas que seguem presentes há anos? São os famosos firmes e fortes, mas sempre na corda bamba… Existem dois exemplos clássicos e fáceis de citar; o GP de Mônaco e o GP da Hungria. É sobre este segundo exemplo que eu quero dar ênfase agora justamente porque a próxima etapa do mundial acontecerá na Hungria.

Simulação técnica e descritivo do traçado de Budapest. Notem que os números se referem a sequência de curvas, velocidade estimada em cada ponto e marchas sugeridas.

Simulação técnica e descritivo do traçado de Budapest. Notem que os números fora dos quadros se referem a sequência de curvas. Já os demais, que estão dentro dos quadradors, são marchas sugeridas, força G lateral e velocidade máxima estimada em cada ponto.

A Hungria jamais teve grande expressão no automobilismo mundial, muito menos na F1. Pra vocês terem uma idéia, o último piloto húngaro que passou pela F1 foi Zsolt Baumgartner, que guiou pela Minardi entre 2003 e 2004. Tudo bem que o carro era ruim, mas o cara não teve destaque por si só. E porque será que desde que integrou o calendário da F1 a Hungria jamais saiu? Muitos fãs, jornalistas, comentaristas, locutores e entendedores do esporte criticam a realização do GP húngaro, que acontece em Budapest e que leva o nome de Hungaroring (Circuito da Hungria). Eu mesmo não sou muito a favor deste GP há bons anos, mas é preciso citar alguns pontos que talvez justifiquem a fidelidade da F1 a Hungria. Vamos a eles:

# Quando o circuito fez parte do calendário mundial pela primeira vez em 1986 tornou-se um modelo de modernidade, segurança e estrutura pra receber a F1

# Embora seja um circuito de média baixa velocidade, muitos pilotos gostam do traçado que é composto por sequências de curvas pra direita, pra esquerda, subidas e decidas

# Hungaroring chega a ser acolhedor para muitos pilotos, segundo os próprios. Fernando Alonso, por exemplo, comentou que além da cidade ser muito boa, os espaços de paddock e a movimentação moderada dentro dos boxes são pontos positivos

Infelizmente nunca estive por lá pra confirmar ou dizer o contrário, mas como estamos nos aproximando da realização do GP da Hungria que acontece no próximo final de semana (24, 25 e 26 de julho), ativei em minha memória alguns momentos fantásticos que eu vi acontecerem por lá e os mostrarei a vocês agora. 

MOMENTOS MARCANTES

  1. Em 1986 meu ídolo maior, Ayrton Senna, levou uma ultrapassagem desmoralizante daquele que se tornaria tricampeão mundial no ano seguinte. Um de seus maiores rivais, Nelson Piquet. O lance aconteceu na segunda tentativa de ultrapassagem de Nelson que, além de realizar uma manobra fantástica numa forte freada e por fora, venceu a corrida. Nem por isso Senna se abalou. Aprendeu a lição e, como todos nós sabemos, tornou-se um personagem histórico na categoria poucos anos depois.
  2. Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.
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  3. Outro momento eletrizante aconteceu em 1997. Damon Hill, que evoluiu consideravelmente depois de se tornar campeão em 1996 e deixar a poderosa Willians, perdeu a corrida na volta final com uma quebra de motor. Este dia foi frustante pois Hill, além de sair na pole, liderou a corrida de ponta a ponta guiando uma então bem mediana Arrows. Lembro-me deste dia como se fosse ontem!
  4. Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

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  5. A primeira vitória de Fernando Alonso na categoria. Aqui começava a ser efetivado o surgimento de um grande campeão. Além de tornar a equipe francesa novamente vencedora depois de tantos anos sem participar da categoria, Alonso entrava pra história como o piloto mais jovem a vencer na F1, superando nosso grande mestre Emerson Fittipaldi que até então era o detentor da façanha.
  6. Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.
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  7. Outro momento marcante aconteceu no GP do ano passado. Nosso pequeno grande notável Felipe Massa vinha com folgas na ponta pra vencer a corrida eis que o tão confiável motor Ferrari explodiu a duas voltas do final deixando, a vitória cair no colo do seu maior rival Lewis Hamilton.

2009 HUNGARIAN F1 GRAN PRIX 

É isso aí, pessoal. Pra quem quiser acompanhar como será o GP da Hungria deste ano, segue o roteiro:

Sexta-feira, 23.07
5h – Primeira sessão de treinos livres (Transmissão ao vivo pela SporTV)
9h – Segunda sessão de treinos livres (Transmissão ao vivo pela SporTV) 

Sábado, 24.07
6h – Última sessão de treinos livres (Transmissão ao vivo pela SporTV)
9h – Treinos oficiais (Transmissão ao vivo pela Rede Globo) 

Domingo, 25.07
9h – Largada do GP da Hungria (Transmissão ao vivo pela Rede Globo)

E qual o palpite de vocês? Button voltará a vencer de novo? A Red Bull vai andar a frente mais uma vez com Webber e Vettel disputando curva a curva? Será que o Rubinho desencanta finalmente? Ou chutariam apostar em alguma zebra do tipo Massa/Hamilton/Alonso?

Daqui a uma semana, após a realização do GP, voltarei a abordar o assunto com meu ponto de vista e meus comentários. 😉

A grande Fórmula.

Olá, meus queridos frequentadores do HAT TRICK.

Bom, como não poderia deixar de ser, o tema de hoje fala sobre velocidade. Mas além disso, abordará algo legal que eu gostaria de compartilhar com todo mundo. A Internet é uma ferramenta poderosíssima e a meu ver possui capacidade de comunicação tão grande quanto a TV, embora os recursos e acesso sejam totalmente diferentes entre si. As várias ferramentas disponíveis e a flexibilidade da net proporcionam muitos ensinamentos capazes de tornar viáveis coisas impensáveis. Pois bem.

Como tudo nessa vida, a internet oferece coisa boas e ruins mas cabe a nós saber fazer a distinção, não é mesmo? Tenho me divertido muito com este Blog porque, além de gostar muito de escrever, posso compartilhar e aprender sobre automobilismo e sobre pessoas. Sendo assim um dos focos deste post será: pessoas.

Ao falar sobre Internet, Pessoas e Automobilismo cheguei a uma fórmula. A fórmula que quero revelar aqui não é exatamente a Fórmula 1, mas sim a fórmula Velocidade+Twitter+Pessoas. Esta fórmula proporciona vários resultados diferentes, mas todos eles muito legais!

Falando sobre as pessoas, quero citar aqui caras como Luciano Burti, Nelsinho Piquet e Rubens Barrichello. Além de serem pilotos bem acima do normal, representantes de nossa pátria na F1 e trabalhadores de muito sucesso, são caras altamente acessíveis a todo o público fã.

Graças ao Twitter tenho a oportunidade de obter notícias diariamente e diretamente deles próprios. Eles sempre comentam o que estão fazendo, como estão suas carreiras, quais são as expectativas pro final de semana de GP, falam entre sim e nos dão a chance de ver o seu lado “pessoas normais” ao se mostrarem como realmente são.

Certamente eles não têm noção do quanto isso é bom pra eles, da grande importância que isso representa pro público admirador e pra imagem deles. A espontaneidade fica clara nas palavras, na linguagem e na relação entre os próprios. Dessa maneira podemos tirar conclusões e formar uma opinião mais precisa de como e quem são eles de verdade, quebrando mitos e preconceitos. O Twitter é uma ferramenta tão útil e tão legal que corremos o risco obter respostas diretamente dos caras quando enviamos mensagens diretas a eles. No meu caso recebi uma mensagem do Rubinho me desejando sorte e uma boa corrida quando eu disse que iria competir no Endurance de Kart na Granja Viana. Aquele momento rápido foi muito bacana pra mim e, embora pareça simples demais, foi uma ocasião que sempre vou lembrar. Falta agora o Felipe Massa entrar na brincadeira do Twitter, né! Convençam ele aê, caras!

Além das mensagens, os caras frequentemente disponibilizam fotos pra galera e realizam várias promoções legais. Pra quem não viu, e pra aqueles que viram poderem relembrar, coloco aqui várias fotos enviadas pelos próprios pilotos.

Fotos publicadas pelo Rubinho por meio do Twitter! Momento família em férias entre os GPs.

Fotos publicadas pelo Rubinho através do Twitter! Momento família em férias entre os GPs.

Estas fotos também foram publicadas por Barrichello. Aqui estão Nelsinho, Massa, Rubinho e Burti. É legal ver a união dos caras!

Estas fotos também foram publicadas por Barrichello. Aqui estão Nelsinho, Massa, Rubinho e Burti. É legal ver a união dos caras!

Dupla de dois. Nelsinho/Burti e Barrichello/Burti

Estas fotos vieram do Luciano Burti. Dupla de dois. Nelsinho/Burti e Barrichello/Burti

Mais fotos feitas pelo Luciano Burti. Aqui temos presenças internacionais. Além de Rubinho e Burti os "aspirantes" Jeson Button e um tal de Michael Schumacher...

Mais fotos feitas pelo Luciano Burti. Aqui temos presenças internacionais. Além de Rubinho e Burti os "aspirantes" Jeson Button e um tal de Michael Schumacher...

Fotos bem legais mesmo! A primeira da esquerda é do Burti. Veja a coleção de capacetes do rapaz...  No centro, Barrica acelerando no kart e a última, um super close no volante na Brawn do Rubinho. Essa é mto loca!

Fotos bem legais mesmo! A primeira da esquerda é do Burti. Veja a coleção de capacetes do rapaz... No centro, Barrica acelerando no kart e a última, um super close no volante na Brawn do Rubinho. Essa é mto loca!

 

Estas fotos que o Rubinho fez são muito legais e muito diferentes do comum. Ambas foram feitas de dentro do carro! A primeira mostra os pés do Rubinho. Bem interessante, não?

Estas fotos que o Rubinho fez são muito legais e muito diferentes do comum. Ambas foram feitas de dentro do carro! A primeira mostra os pés do Rubinho. Bem interessante, não?

Isso não é propaganda do Twitter nem promoção de pilotos. É simplesmente a constatação de fatos que devem ser compartilhados.

Como dizia o super-homem, pro alto e avante!

Cinco horas seguidas de muita velocidade!

Lendo o título acima vocês devem pensar: esse cara passa o final de semana vendo corrida, não é possível! De fato nesse final de semana tivemos F1, GP2, Indy, Nascar…  mas se eu disser a vocês que não assisti a nenhuma dessas corridas acreditariam em mim!? O pior é que não vi nada mesmo!

Na verdade eu quero contar aqui uma nova experiência que tive nesse final de semana. Trata-se do Endurance de kart na Granja Viana. Galera….  que evento bacana! 

O Endurance é um mini campeonato de 3 provas no ano com 5 horas de duração cada corrida e com várias equipes inscritas. Basicamente é o seguinte:

– Etapas: 1º em maio / 2º em julho / 3º em setembro
– Basta montar uma equipe que tenha de 2 a 10 pilotos e pagar uma taxa de R$ X.XXX,XX pra equipe participar
– Os karts são sorteados, os pilotos são pesados e o controle de lastro é de 90kg
– Pesagem: a partir das 8h15
– Largada: 9h (previsão)
– São 5 minutos de classificação e depois…   pau na máquina e 5 horas de velocidade!
– A cada 40 minutos é obrigatório realizar uma parada nos pits pra troca de piloto e sorteio de kart. Mas a equipe pode fazer sua estratégia pra troca, desde que não exceda este limite
– Os 6 primeiros levam pra casa troféu e champanhe

O evento

Em meio a 32 equipes, cerca de 200 pilotos de todas as idades, muitos veteranos, equipes chegando de ônibus, equipes com computadores e TVs pra acompanhar o andamento da prova, galera de outros estados, placas de muro para comunicação equipe-piloto e um nível elevadíssimo, lá estávamos nós. Nossa equipe foi nomeada WPC Racers e composta por 9 grandes amigos pilotos, todos participantes do campeonato WPC, mas estreantes no evento. Era um teste pra nós já que nunca havíamos enfrentado um desafio tão grande! Nossa missão era diversão ao máximo, aprender mais com a situação e, obviamente, saber mais sobre nossa real capacidade. E foi demais!

A classificação:
 
Conseguimos a pole position por 10 miléssimos de segundo! Explodimos de alegria quando vimos nosso carro na primeira fila liderando aquele pelotão de pilotos velozes! Palmas para meu irmão Rafael Mansano que detonou no qualify!

A corrida:

Foi dada a largada e ponteamos por mais de uma hora, sempre com o segundo colocado literalmente nos empurrando. Destaque total pros meus irmãos Bruno e Rafael que guiaram muito nesse período inicial e garantiram nossa posição. O Rafa, além de fazer a incrível pole, conseguiu registrar a volta mais rápida do evento! Isso tudo já garantiu nosso investimento e nosso dia!

Rafael Mansano, Bruno Mansano e André Mansano. Esse trio de ferro é pé bem pesado...

Rafael Mansano, Bruno Mansano e André Mansano. Esse trio de ferro é pé bem pesado...

Com o passar do tempo e das trocas de pilotos, começamos a enfrentar alguns problemas de desempenho com karts não tão bons e alguns dos nossos pilotos sofreram um bocado. Inclusive tivemos que efetuar duas paradas nos boxes que não estavam previstas por conta de problemas de desempenho.

Acredito que andei muito bem, embora faltasse velocidade em meu kart. Briguei muito, fiz várias ultrapassagens, fui superado em alguns momentos, mas sai no saldo. Quando entrei na pista nossa equipe ocupava o 8º lugar e depois de guiar por cerca de 38 minutos, entreguei o posto ao nosso piloto seguinte na 6º colocação. No final das cinco horas, entre os 32 competidores, fechamos a corrida em 14º e consideramos ter conquistado um excelente resultado.

Nosso sincronismo foi ótimo, o coleguismo sensacional e a diversão totalmente empolgante. É uma pena que não fizemos registros fotográficos pra eu mostrar aqui pra vocês… Mas, desde já, a expectativa do time WPC Racers pra que chegue a próxima etapa em setembro é altíssima!

Grande abraço aos pilotos do time WPC Racers: Rafael Mansano, Bruno Mansano, Gustavo Marques, Rafinha, Ribas, Thiago Diri, Flávio, Carlão e eu! ;). Ah, agradecimento especial também a Mari e demais namoradas que compareceram! A presença feminina é sempre bem vinda e fundamental! 

Embora não tenha fotos, aqui vai um vídeo de um traçado quase igual ao que corremos pra vocês terem uma idéia de como é a brincadeira:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.
 

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Um evento fantástico, sonho de todos os amantes de automobilismo!

Amantes da velocidade e amigos solidários que visitam meu blog,

Hoje o HAT TRICK contará sobre um festival internacional de automobilismo chamado Goodwood Festival. Este festival acontece há mais de 15 anos na Inglaterra e reúne os mais diversos tipos de carro de todos os tempos. Lá tem superesportivos de rua, carros de competição de turismo ou fórmula, carros lendários, carros vencedores, carros que marcaram época, caros de rally, pilotos de todas as gerações, dirigentes de equipes, motos e muita, mas muita gente. Por conta disso o Goodwood Festival é considerado o maior evento automobilístico do mundo.

O evento é tão legal que propicia oportunidades únicas de vermos combinações jamais imaginadas, como por exemplo, carros da década de 80 sendo conduzidos por pilotos de hoje.

O Festival de Goodwood 2009 aconteceu no final de semana passada, de 03 a 05 de julho e teve um público de mais de 200 mil pessoas. Muito melhor do que ficar escrevendo sobre este super evento, acho que fica mais interessante se eu mostrar pra vocês como foi  e  algumas coisas marcantes que rolaram. 

Bruno Senna guia a McLaren MP4/4 de 1988. Com este carro de 1.200 cv de potência, Ayrton Senna sagrou-se campeão pela primeira vez na F1. Na época o carro foi imbatível! Senna e Prost venceram 15 das 16 corridas

Bruno Senna guia a McLaren MP4/4 de 1988. Com este carro de 1.200 cv de potência, Ayrton Senna sagrou-se campeão pela primeira vez na F1. Na época o carro foi imbatível! Senna e Prost venceram 15 das 16 corridas

A foto acima retrata um momento bem legal que rolou por lá. Pra quem não sabe, Bruno Senna é sobrinho do nosso tricampeão Ayrton Senna do Brasil. Bruno também é piloto (e dos bons) e está prestes a entrar na F1. Entre as categorias que competiu estão duas temporadas na GP2, que é a categoria de acesso a F1, sendo que no campeonato de 2008 ele foi vice-campeão. Aliás, no final de 2008 ele concorreu a uma vaga na F1 com outro brasileiro chamado Lucas di Grassi  (excelente piloto) para correr pela finada Honda (que mais tarde veio a se tornar Branw GP) em 2009 mas a equipe optou por manter a dupla Button/Barrichello. Há grandes chances de ele ingressar na F1 em 2010 e nossa torcida pra que isso aconteça já vem lá de trás…

Na foto, Bruno Senna visita à fábrica para fazer o assento do carro para o dia do evento. O carro é totalmente diferente dos padrões atuais. Um detalhe bacana é que os mecânicos que prepararam o carro para o evento são os mesmos da época de Ayrton.

Na foto, Bruno Senna visita à fábrica para fazer o assento do carro para o dia do evento. O carro é totalmente diferente dos padrões atuais. Um detalhe bacana é que os mecânicos que prepararam o carro para o evento são os mesmos da época de Ayrton.

Teve até mecânico dizendo que quando viu o Bruno ao vivo ao lado do carro chegou a pensar que poderia ser o fantasma de Ayrton rondando! Fisicamente as semelhanças existem...

Teve até mecânico dizendo que quando viu o Bruno ao vivo ao lado do carro chegou a pensar que poderia ser o fantasma de Ayrton rondando! Fisicamente as semelhanças existem...

Pra quem quiser o vídeo desta jóia sendo montada e acelerada, veja logo abaixo. Quem acompanhou e foi fan, como eu, é de arrepiar e emocionar.

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Relatando mais sobre o evento, como eu disse antes, melhor ver do que escrever, né?  O segundo vídeo é um pouco mais longo, mas vale muito à pena. Vamos lá! 
 
 
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