A hora do “vâmo vê” e seus reflexos.

Olá, pessoal!

Muito bem. Chegada a reta final do ano e com ela os momentos finais dos principais campeonatos de automobilismo mundo a fora, tais como F1, MotoGP, F-Indy, Nascar e Stockcar.

Em poucas categorias despontam os pilotos com as melhores máquinas e na grande maioria muito equilíbrio entre pilotos rápidos com máquinas excelentes e pilotos excelentes com máquinas rápidas. Parece que não há muita diferença no que eu quis dizer na frase anterior, não? Mas saibam que há TODA diferença. Vamos pegar como exemplo o campeonato que a meu ver é o mais disputado entre os principais e que certamente muita gente esperava quer seria o mais previsível; a F1.

Temos 3 grandes equipes e 5 grandes postulantes ao título com chances de ser campeão, após 15 corridas e a 4 etapas do final. Mas se em cada equipe há 2 pilotos, porque temos apenas 5 na disputa ao invés de 6? É simples: a carta fora do baralho é a “Massa que acabou em pizza”. Sim, Felipe Massa, aproveitando o trocadilho “sensacional”. A palavra certa é “ridículo”.

Hoje após o GP de Cingapura vimos um Alonso sensacional, um bicampeão a moda antiga que anda muito, não comete erros, é excelente piloto com uma máquina rápida tendo que suportar um Vettel, piloto rápido com uma excelente máquina, durante quase toda prova. Quando ameaçado Alonso mostra que tem reservas e capacidade de controlar ímpetos adversários com a precisão de um relógio. Mesmo após aquela prezepada da Ferrari na Alemanha eu ainda assim achava que Alonso e a Ferrari não tinham a menor chance de título. Mas de lá pra cá foram 5 corridas e 3 vitórias de Alonso. Como explicar? É uma somatória de talento, velocidade, experiência e muita coragem do espanhol metido. Tal é a bruta superioridade destes “detalhes” que começa a se justificar o jogo de equipe que a Ferrari impôs a F1 naquele GP alemão. Alonso está na briga e a cada GP ganha favoritivismo.

Enquanto a gente vê tanto na McLaren quanto na Red Bull companheiros de equipe muito talentosos com características bem distintas entre si disputando ponto a ponto o título, na Ferrari é notório o abismo de um para o outro. É triste pra nós, mas é real: Massa vai sendo apequenado e Alonso crava fundo sua bandeira no território vermelho. Já era, Massa. Já era, Brasil. Tanto é que o reflexo disso vai parar no grande Barrichello que desde a chegada de Alonso na Ferrari ganhou muito respeito e admiração do povo brasileiro, o que é absurdo por ser tardio e desta forma, mas que também é fato.

E agora, alguém pára o Espanhol? Hamilton está mesmo fora depois de abandonar as duas últimas provas quando era líder do campeonato? E Webber, seu gás está acabando junto ao de Button por suas discretas corridas? E Vettel, será que aprendeu com tantos erros e vai colocar o pé e a cabeça nos lugares certos? Classificação do campeonato até aqui:

1. Webber – 202
2. Alonso –  191
3. Hamilton – 182
4. Vettel –
181
5. Button –
177
6. Massa –
 125

Daqui duas semanas em Suzuka teremos mais noção disso tudo, creio eu.

😉
André Mansano