Sinal verde avermelhado

Olá, pessoal!

Embora a cor seja vermelha, a Ferrari deu sinal verde aos lançamentos dos carros que irão competir o mundial de F1 em 2011. Aparentemente em seu desenho não há nada tão diferente em relação ao carro de 2010, salvo mudanças notáveis na parte traseira do carro, mas é só aparentemente. Neste ano a maior novidade é a introdução do Kers. Pra quem não sabe o que é Kers, trata-se de um sistema de armazenamento da energia gerada nas frenagens que, a partir de um botão pressionado pelo piloto no volante do carro, se transformará em cavalos de potência extra durante determinado tempo para proporcionar ultrapassagens ou defesa de posição. Por mais sofisticado que seja, o sistema acrescenta peso adicional ao carro e isso se torna decisivo na construção do chassi em busca de equilíbrio. Podem ter certeza que as grandes mudanças estão presentes, mas em especial internamente. Aqui um pouco da obra de arte recém-lançada:

http://www.gpupdate.net/en/videos/709/fly-around-the-new-ferrari-f150/

Mas a grande mudança que precisa acontecer a partir de já é o desempenho de Massa. O Presidente da Ferrari, Luca de Montezemolo, já deixou bem claro que Massa tem que andar bem e em vários momentos disse que “ano passado Massa entregou o volante a seu irmão e que agora precisa voltar ao controle.”

Pois é, talvez a maior mudança da Ferrari esteja por vir, especialmente para nós brasileiros. Ou vai ou racha!

😉

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O movimento reverso do rio

A grande maioria das competições automobilísticas estão de férias. Mas em tempos em que os motores permanecem desligados, se engana quem pensa que tudo está parado.

Na F1 por exemplo engenheiros e equipes trabalham a todo vapor na conclusão do desenvolvimento dos carros, crash tests são realizados, pilotos moldam seus bancos, negociações entre pilotos-patrocinadores-equipes estão em andamento e as várias especulações em pauta.

Neste momento os holofotes ficam mais voltados aos dirigentes pois condutas, regras e perspectivas são debatidas ainda em público. O tempo trouxe evoluções via F1 e estas foram para as ruas via indústrias automobilísticas, mas agora o movimento parece ser inverso. Neste caso, me preocupo um pouco.

Do início dos anos 2000, até meados de 2004, a F1 atingiu seu ápice no quesito desenvolvimento técnico. Muita potência, muita velocidade, muito controle, muitos investimentos embora pouca competitividade. De lá pra cá, ano a ano, muita coisa mudou em prol da competição e os resultados foram altamente positivos. Mas se está bom, porque mexer? É agora que quero explicar o porquê da F1 começa a dar indícios de deixar de ser influenciadora para ser influenciada. Seria como o movimento reverso do rio.

Hoje muito se discute que a F1 deve seguir o conceito global de sustentabilidade, que visa não apenas cuidar do meio ambiente, mas também evitar altos custos. E qual a sugestão? A partir de 2013 adotar motores quatro cilíndros turbo.

Bem, vale lembrar que a F1 já viveu a era dos V6, dos Turbo, dos V8, V10, V12. Mas seria coerente, justo com o público e com a tradição de altíssima performance da F1 optar por motores quatro cilindros? E o argumento de ser a categoria máxima? E como ficaria o som inconfundível e estridente dos motores? Como o fiel público vai assimilar tal possibilidade? Pra que se tenha ideia a Ferrari nunca produziu motores quatro cilíndros, já que nem de longe são considerados de alta performance. Alguns dirigentes já se mostraram contra, outros a favor. O fato é que logo as dúvidas se tornarão problemas que, caso não sejam bem administrados, irão gerar muitos conflitos. O que esperar?

😉

André Mansano