O movimento reverso do rio

A grande maioria das competições automobilísticas estão de férias. Mas em tempos em que os motores permanecem desligados, se engana quem pensa que tudo está parado.

Na F1 por exemplo engenheiros e equipes trabalham a todo vapor na conclusão do desenvolvimento dos carros, crash tests são realizados, pilotos moldam seus bancos, negociações entre pilotos-patrocinadores-equipes estão em andamento e as várias especulações em pauta.

Neste momento os holofotes ficam mais voltados aos dirigentes pois condutas, regras e perspectivas são debatidas ainda em público. O tempo trouxe evoluções via F1 e estas foram para as ruas via indústrias automobilísticas, mas agora o movimento parece ser inverso. Neste caso, me preocupo um pouco.

Do início dos anos 2000, até meados de 2004, a F1 atingiu seu ápice no quesito desenvolvimento técnico. Muita potência, muita velocidade, muito controle, muitos investimentos embora pouca competitividade. De lá pra cá, ano a ano, muita coisa mudou em prol da competição e os resultados foram altamente positivos. Mas se está bom, porque mexer? É agora que quero explicar o porquê da F1 começa a dar indícios de deixar de ser influenciadora para ser influenciada. Seria como o movimento reverso do rio.

Hoje muito se discute que a F1 deve seguir o conceito global de sustentabilidade, que visa não apenas cuidar do meio ambiente, mas também evitar altos custos. E qual a sugestão? A partir de 2013 adotar motores quatro cilíndros turbo.

Bem, vale lembrar que a F1 já viveu a era dos V6, dos Turbo, dos V8, V10, V12. Mas seria coerente, justo com o público e com a tradição de altíssima performance da F1 optar por motores quatro cilindros? E o argumento de ser a categoria máxima? E como ficaria o som inconfundível e estridente dos motores? Como o fiel público vai assimilar tal possibilidade? Pra que se tenha ideia a Ferrari nunca produziu motores quatro cilíndros, já que nem de longe são considerados de alta performance. Alguns dirigentes já se mostraram contra, outros a favor. O fato é que logo as dúvidas se tornarão problemas que, caso não sejam bem administrados, irão gerar muitos conflitos. O que esperar?

😉

André Mansano

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