Precisei escrever.

Olá, meus queridos amigas, amigos, seguidores e seguidoras.

Pela primeira vez o meu blog HAT TRICK terá sua regra número 1 quebrada. O tema de hoje não será sobre velocidade, corridas, pilotos ou automobilismo em geral. Será sobre os últimos dias vividos nesta semana. É bem verdade que num deles rolou uma corrida de kart em que participei fazendo minhas estréia no circuito de Velopark, aqui no RS. E como é o nome deste blog fiz HAT TRICK por lá, ou seja, pole-position, volta mais rápida e vitória. Mas desta vez a corrida será deixada pra lá e dará lugar a outro tema.

Estou prestes a completar 30 anos e nestes dias vivi muita coisa que até então era inédita pra mim.

Tirei 15 dias de férias e depois de muito pensar tomei atitudes. Até aí, tudo bem, nada novo. Mas os pensamentos e as atitudes a que me refiro foram totalmente novas.

Acho que este meu texto ficará longo, mas prometo pra vocês que vou tentar fazer o melhor possível pra ele não ficar chato, portanto vá lá pegar uma água, um pacotinho de bolacha ou salgadinho, puxe a cadeira e se achegue. Enquanto eu escrevo estou degustando um Toddynho e jajá vou partir pruma maçã, enquanto isso aqui a tarde vai chegando ao fim e a noite começa a cair.

Estão prontos? Então vamos lá!

Depois de quase dois anos sem férias, devido mudança de emprego entre outros detalhes mais, decidi tirar 15 dias de férias. Prometi pra mim que seriam dias diferentes dos meus dias habituais de férias. Por alguns motivos, obviamente que não vou revelar todos, decidi que iria viajar sozinho, sem carro, de avião e para um lugar desconhecido, pra mim é claro.

Como bom Gerente de Projetos de ofício, e por caraterísticas pessoais, sou um cara que gosta de calcular e prever o máximo possível. O improviso não me agrada muito, justamente por não me passar muita confiança, então pra tudo que eu sempre fiz na vida sempre tive noção dos limites e deveres. Mas dessa vez fui mais pelo que diz meu signo, ou seja, vamos enfrentar uma bela aventura.

Os destinos foram avaliados, escolhidos e bem definidos, mas os roteiros não, daí vem a explicação pra aventura. Dos 15 dias de férias 8 foram dedicados para tal fim. Pois bem. No meu primeiro dia de férias, uma segunda-feira, dia 21.11, lá estava eu as 8h30 da manhã no aerporto de Congonhas rumo a Porto Alegre. O vôo foi excelente, tudo dentro do previsto, uma beleza. Após 1h40 de vôo eu já estava com o pé em terras gaúchas, desembarcando no aeroporto Salgado Filho e ouvindo aqui e ali o sotaque que mais adoro. De lá peguei um taxi e em menos de 30 minutos cheguei no hotel. A primeira pergunta, que com frequência vai e volta, foi: E agora? O que vou fazer?

O melhor de tudo é que pra esta pergunta sempre encontrei diversas respostas e com isso adorei a brincadeira! Mas não quero cair no clichê de ficar aqui descrevendo os lugares que visitei e fazer um texto massante. Quero falar do que senti, do que percebi. E claro, as percepções e sensações ainda não terminaram, nem mesmo enquanto escrevo este texto.

– Pausa para tomar uma água e pegar a maçã –  

Como todos vocês já sabem, ou pelo menos a grande maioria sabe, sou uma pessoal extremamente social, que conhece muita gente, que tem grandes amigos e uma família muito unida. Por estes motivos eu nunca tive a necessidade ou vontade de viajar sozinho, ou seja, eu jamais tinha feito isso. Então a primeira novidade na aventura começa aqui: viajar sozinho. Em 90% das minhas viagens pela vida ou eu conhecia o local de destino ou então alguém que estava comigo conhecia, o que não é o caso agora. Sendo assim aqui vai a segunda novidade: estar sozinho num lugar desconhecido.

Aqui alguns de vocês podem falar: “nossa, mas você nunca tinha feito isso?” Eu vou responder: “não e não vejo nada de errado nisso. Novamente falo que o tempo não é um problema e pra tudo nesta vida há a hora certa, basta sabermos aproveitar as oportunidades.” Alguns de vocês podem falar: “mas sozinho, André? Que deprê!” Daí eu vou responder: “tudo depende do ponto de vista. A solidão nem sempre é um problema, assim como estar acompanhado pode não ser o melhor dos mundos. Basta relembrar do ditado: Antes só do que mal acompanhado. Certo?” Então estar sozinho ou acompanhado pode ou não ser um problema, depende do seu ponto de vista.

Percepção. Adoro esta palavra! E a pratico muito. Como eu sabia que teria muita coisa nova pela frente eu ativei a chavinha “percepção” logo que entrei no avião e deixei sua sensibilidade no máximo. Tem sido demais!

O simples fato de observar o comportamento de cada indivíduo nos ensina demais quando estamos sozinhos. Até mesmo o movimento das nuvens quando observamos pela janelinha do avião, até mesmo as guinadas que o avião dá pra esquerda e pra direita, os movimentos da cidade láaaaa embaixo, as mudanças de paisagem, de horizonte, de luz, de temperatura. É um papo meio filosófico, mas reparem como isso mexe com nosso introspectivo. Todos deveriam se permitir a isso. É fascinante! Nestes momentos a gente tem a oportunidade de viver intensamente cada segundo de vida. Nestas horas a gente percebe como a correria do cotidiano nos impede de evoluir sobre nós mesmos e também deixar de aproveitar tudo de bom que está a nossa volta.

Nestes quatro dias inteiros vividos aqui em Porto Alegre vivi o que demoraria meses  ou até anos pra viver, se for considerar o ritmo habitual da vida. Percorri a pé cerca de 80km, quase não usei carro, conheci dois estádios de futebol, três parques, um autódromo, vários pubs, algumas churrascarias, muitos e muitos rostos, muito sobre uma cultura e mais um monte de outras coisas. Até a bandeira do Corinthians estiada no topo de um prédio no centro eu vi, rs.

Mas devo dizer que a solidão foi minha maior companhia, e como em toda e qualquer relação que envolve duas partes, as vezes nos damos bem as vezes nos damos mal com ela. A solidão a princípio parece uma palavra dura, ruim, pesada. Mas a solidão nos proporciona muita coisa. A solidão nos faz olhar a nossa volta e avaliar nossa conduta, nossos pensamentos, nossas expectativas, nossos objetivos. Ela também nos dá a noção e nos relembra que devemos dar valor ao que temos e a quem gosta da gente. Tenho feito isso mais do que nunca, sabe. A solidão é interpretativa não apenas em seu efeito mas também em seu significado, já que você pode estar efetivamente num lugar sem mais ninguém por perto ou então estar num lugar cercado de pessoas e mesmo assim se sentir sozinho.

Tenho me entendido bem com a solidão, ela não tem sido um problema, mas hoje ao acordar devo admitir que ela pegou pro lado negativo. Não sei se pelo fato de eu saber que estou deixando um local que gostei ou porque talvez meu inconsciente queira ficar, mas tratei de me movimentar, ver novos horizontes e com isso a solidão acabou ficando “legal” comigo de novo. Mas vamos ver como ela vai se comportar na hora que eu for deitar pra dormir hoje…        Sei que amanhã ao acordar novas aventuras virão e a adrenalina vai agir, com isso a solidão vai ser legal. Talvez até a página dois ou três 🙂

Mas as férias ainda estão longe de acabar, assim como a aventuras, que pelos meus cálculos ainda devem estar na metade, já que vou passar mais 4 dias em um lugar desconhecido pra mim. Balneário Camboriu aí vou eeeeeeeu!!!!!!

Espero dentro dos próximos dias ter novidades pra contar aqui.

Até!

😉

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Um pensamento sobre “Precisei escrever.

  1. Livian Tanaka Marçal disse:

    Amei o texto e acho muito show o jeito que você leva sua vida, dando principalmente valor à família, também acredito que ela é o bem preciosa que mais temos! Pois na hora que mais precisamos, só a nossa família para nos amparar sempre!

    Ah, e meu carinho por vocês é muito grande! E considero a Family Mansano agragada à Family Tanaka ou seja, somos primos rsrs!!! Então, saiba que para o que precisar, sempre estaremos aqui à disposição 😉

    bjs

    Li

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