O certo foi feito errado ou o erro foi fazer certo?

Sobre toda essa polêmica entre Vettel, Webber e Red Bull, não vejo uma resposta. Vejo algumas.

Um campeão jamais aceita “perder”. Um campeão vive de vitórias, especialmente quando ela está logo adiante e quando há todas as possibilidades de obtê-la.

O Vettel desobedeceu o combinado?
Sim.

O Webber tem razão de ficar puto?
Sim.

A Red Bull deixou claro que seus diretores (Horner e Newey) não tem controle completo?
Evidente.

Estas são as únicas respostas precisas. Mas pra várias perguntas há mais de uma resposta, certa ou não.

Agora, porque um tricampeão tem que engolir chegar atrás se pode vencer?

Porque o Webber não retomou a potência máxima do seu carro e lutou pra retomar a vitória?

Este negócio de ordem de equipe existe ou não?

O fato é que pro esporte é lindo que haja isso. Queremos ver brigas, provocações, desentendimentos, divididas de curvas, rivalidades e etc! Especialmente isso em um final da prova e espetacular! Enquanto isso a Mercedes lá dando um “foda-se” ao público e passeando com seus carros. É como disse um dia o maior de todos durante uma entrevista a Jacky Stwart:

Eu acho que Vettel deveria assistir a este vídeo e deveria assumir sua posição, e não ficar se desculpando.

Dai eu volto pro título deste post:

O certo foi feito errado ou o erro foi fazer certo?

Vai começar a temporada de F1 de 1971!

Não, eu não errei.

Vai começar a F1 e nós brasileiros voltamos a 1971. Digo isso porque Emerson Fittipaldi, em 1971, foi o primeiro e único brasileiro a alinhar no grid. De 1972 a 2012 tivemos PELO MENOS dois brasileiros no grid, chegando a incríveis seis pilotos brasileiros no início dos anos 2000.

Neste ano teremos apenas o Massa. Sobre ele vai toda a pressão, toda a responsabilidade. E com certeza ele vai sentir, com certeza é mais um fator que pode prejudicá-lo, mas até por isso vai a minha torcida por ele, que com certeza absoluta vai buscar a superação. Neste ano meus pilotos serão Hamilton, Kimi e Massa!

Num país em que tivemos três dos maiores campeões de todos os tempos, num país que é o terceiro maior vitorioso da F1, ficando atras apenas de Alemanha e Grã-Bretanha, sucumbimos a incopetência de uma CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) que durante as últimas década vem destruindo nosso automobilismo e matando todos os futuros talentos, em prol da ganância e do lucro particular.

Corremos o risco de ficar de fora da F1 no ano que vem. Isso seria sim o fundo do poço e a declaração oficial de óbito do automobilismo brasileiro.