ILLUSION. No dia do irmão, um show a parte. =)

É, 10 anos depois do último show, que show. Com direito a pedido de “mais um”, gente invadindo o palco pra cantar e “fã” pedindo minha palheta no final. Vamos aos fatos, fotos e vídeos então 😉

 – FATOS –

No final de 1997 decidimos que precisávamos aprender a tocar. Rafa e eu queríamos ser guitarristas, Bruno queria ser baterista. A partir daí nosso pai nos matriculou numa escolinha de bairro e começamos a fazer aulas de música. Dai pra frente muita história musical foi sendo construída. Em 1999 nasceria a banda ILLUSION, formada por André Mansano, Bruno Mansano, Rafael Mansano e Thiago Baeza. Acho que daria pra escrever um livro sobre a banda e cada integrante, certamente daria, mas agora eu quero dar ênfase sobre a noite de 05 de setembro de 2015.

Em 2008, depois de algumas formações e discussões, a banda parou. Houve um esboço de volta em 2011 quando, com outro baixista alguns ensaios aconteceram, mas nada produtivo ou promissor. Confesso que fiquei muito desmotivado depois deste período, resolvi sair da banda porque não via nos outros integrantes iniciativa pra fazer as coisas acontecerem, mas em mim nunca morreu a vontade de tocar. Neste período de baixa eu nunca me vi tocando com outros caras, muito menos outro estilo que não fosse Heavy Metal, apesar de ter tido oportunidades e ter recebido convites. Mas eu sempre estava compondo algo próprio, embora tocando muito menos do que de hábito.

Até que no início de 2015, por iniciativa própria, comecei a resgatar áudios antigos da banda porque eu queria, além de guardar tudo de maneira organizada, juntar os 4 integrantes da formação original e voltar a tocar. Claro que inicialmente precisava ver se topariam, primeiro falei com o Thiago, depois falei com meus irmãos e, tentando atingir o lado emocional dos caras mostrando tantas gravações antigas, acho que funcionou. Em março de 2015, com os 4 de acordo, lá fomos nós para o primeiro ensaio depois de anos. Propus um set list, liguei no estúdio, reservei duas horas.

Bastou o ensaio começar e a mesma energia e potência de sempre lá estava. Foi sensacional e todos nós percebemos isso.

RETORNO DA BANDA. FOTO DO PRIMEIRO ENSAIO (14.03.15)
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Eis que, seis ensaios depois, tivemos a chance de tocar ao vivo de novo, meio que por acaso, substituindo uma banda, numa noite em que três bandas iriam se apresentar no bar Salvador Dali em São Caetano do Sul. Minha última performance ao vivo tinha sido justamente o último show da banda ILLUSION, em 2005, e eu estava doido pra tocar novamente e totalmente pronto pra isso.

Noite de 05 de setembro de 2015, a volta. Nosso primeiro show depois de 10 anos foi curto, cerca de 35 minutos, que passaram rápido demais. Em nosso set list eram 7 músicas, que no final se transformaram em 8, já que a galera pediu bis. Pois é. Pediu bis! Muita energia, muita força e felicidade naquela noite. Eu não podia acreditar que estava ali tocando de novo, ao vivo, com meus irmãos no palco, liderando a banda, guiando o show e cantando com toda vontade e confiança do mundo. A intensidade alcançou o ponto inclusive de um “espectador doido” não conseguir se conter e invadir o palco pra “cantar” comigo. Depois do final, quando eu já estava desmontando meus equipamentos, algo totalmente inusitado. Um “fã” veio até mim e disse: “Cara, vocês são demais. Você mandou muito bem. Eu posso ficar com sua palheta?”. Eu perguntei a ele se eu tinha entendido direito e ele disse que sim, que queria minha palheta. Não tive como negar, e não tenho como me esquecer desta noite. Minha palheta de muitos anos se foi, mas valem muito mais as lembranças que ficam. O renascimento da banda ILLUSION, formada por três irmãos de sangue e um irmão de consideração, exatamente no dia do irmão =)

FOTO DA “INVASÃO”
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Set list:

  1. We will rock you – Queen
  2. Mob rules – Black Sabbath
  3. Perfect strangers – Deep purple
  4. Blackout – Scorpions
  5. Holy diver – Dio
  6. Fade to black – Metallica
  7. Detroit rock city – Kiss
    BIS
  8. I want out – Helloween

Agradecimentos especiais aos amigos que marcaram presença:
Cá (minha gata) Leonetti, Marcia Chada, Freitas, Bruna, Neli, Gordo, Cris Pelissari, Natasha, Nath Tadiello, Edson Harada, Ana Paula, Cezar Batistão, Leandro “Sereal” Nunes, Denão, Marcel, Carla Urbinatti, Juliana Bonnano, Camila Rossi, e seus respectivos familiares.

 – FOTOS –

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 – VÍDEOS –

Apresentação dos integrantes

Holy diver – Dio

Blackout – Scorpions

Fade to black – Metallica

Detroit rock city – Kiss

I want out – Helloween

Viva, ILLUSION!

Domingo, 24.05.15, por volta das 16h.

Talvez no dia mais importante do automobilismo mundial, com GP de Mônaco de F1 e Indy 500 acontecendo em poucas horas de diferença, lá fui eu para a quarta etapa do campeonato Stock Racing da StockKart.

Sim, foi mais uma corrida espetacular…

Até então fui pra pista com o objetivo de superar meus dois grandes rivais do campeonato até aqui, Marcello Romani e Rafael Mansano, e sair do kartódromo ponteando o campeonato. Eu achei que poderia não aguentar fisicamente durante toda a prova, já que na sexta-feira anterior vinha de 39,5 graus de febre e uma gripe duríssima.

Mas chegou a hora. A concentração era tanta que até esqueci as condições mais frágeis.

No treino de classificação meti a faca nos dentes, buscava limpar o caminho e puxar o máximo de vácuo, encarando cada curva como a mais importante. Fim de treino e vi o número do meu kart (1) no topo do placar eletrônico, talvez o número fosse só uma boa coincidência, mas a pole era minha.

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Formado o grid, olho pra esquerda e o sempre veloz Christian Doin. Na fila de trás “os caras”; Marcello Romani era terceiro e Rafael Mansano o quarto.

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Bandeira verde e mandei bala! Chris largou melhor, pulou na frente, mas logo na sequência levo um empurrão do Marcello, que me ajuda a ganhar velocidade, me possibilitando frear mais tarde e retomar a ponta já na primeira curva. A partir daí liderei as 5 primeiras voltas sozinho, só que numa pista longa, com o curvão do oval, velocidade é fundamental.

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Eu nitidamente não era o mais veloz de reta e os caras atrás, com inteligência, se empurraram o suficiente pra conseguirem tirar a diferença e se aproximar.

Eis que eu começava a ver na pista, pelo reflexo do sol, a sombra do kart detrás colado.

A batalha começou, só que apenas entre eu e o segundo colocado; Marcello Romani

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Mas aí entra a experiência, o conhecimento, a maturidade e a tranquilidade, coisa que faltou bastante na bateria anterior. Quando chegou em mim, Marcello começou a me empurrar ao invés de tentar ultrapassar. Resultado: nós dois sumimos na frente de maneira contundente. Depois de algumas voltas me empurrando, Marcello mergulhou pra ultrapassar e foi. Nem me defendi, justamente porque ele estava me ajudando muito.

Papeis invertidos e eu começo a empurrá-lo.

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Foram cerca de apenas 4 voltas assim, e mais uma vez Marcello dá um show de sabedoria.

Percebendo que daquela forma estávamos cerca de 3 décimos mais lentos por volta, ele abre o caminho pra eu retomar a ponta. Sim, ele me deixou passar de volta. Ele fez isso porque notou que se eu andasse na frente com ele me empurrando, iriamos mais rápidos.

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É, assim foi. Mais umas 10 voltas ele me empurrando e o final da prova chegando.

Faltam 3 voltas…  faltam 2 voltas… E minha cabeça num questionamento intenso e inédito: Eu tô em primeiro, posso ganhar? Sim. Mas devo ganhar??

Eu não teria liderado tanto, não teria andado tão rápido se ele não tivesse me empurrado tanto. Ele me passou e me deixou passar. Devo tirar o pé e deixar um concorrente direto vencer? Estes pontos podem faltar no final.

Puta conflito na minha cabeça…  Eu queria ganhar. Mas aí pensei: esse cara brigou limpamente comigo nas duas corridas anteriores, nesta está dando um show de disputa ética, está dando exemplo e é um baita piloto.

Portanto pensei: na última curva vou abrir a possibilidade dele botar o kart do lado. Se ele tentar ultrapassar eu não vou fechar.

E assim foi.

Fiz o sinal pra ele passar, ele me passou na última curva, entrando na reta.

Mais do que os pontos ganhos ou perdidos, foi a gratificação. Aliás, quando cruzamos a linha de chegada, mesmo com capacete e com o barulho do kart, consegui ouvir a gritaria da torcida dele. Foi animal!

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Gostaria de que houvesse filmagem deste dia, apesar de que ficará gravado pra sempre em minha memória. Quando chegamos nos boxes, descemos do kart e nos encontramos, ele veio até mim e me disse depois: “André, que corrida…  Você pilota demais, cara.” (como se ele não pilotasse demais).

Depois disso senti uma tranquilidade e uma paz imensa e aí sim o cansaço pesou como imaginei lá no começo do texto. Não queria nem ficar em pé e, totalmente exausto, saí com sentimento de missão cumprida, tanto tabela de pontos quanto na consciência.

Que venha a quinta etapa!

😉

As 500 milhas – A primeira vez a gente nunca esquece.

Por conta de um dia muito especial, resolvi escrever novamente aqui no HAT TRICK. Não só pra não esquecer do que aconteceu neste dia, mas pra poder relembrar dos detalhes ao máximo.

O dia?
Sábado, 01.11.2014

O local?
Kartódromo Granja Viana – Cotia – SP

Tudo começou alguns meses antes quando o grande amigo Miguel Capuccio me fez um convite pra correr de kart num endurance de 12h horas de duração, algo que eu jamais imaginei fazer. Miguel queria que eu fosse um dos pilotos integrantes da equipe AMIKA, pra participar daquela que deve ser a maior competição de kart amador do Brasil, junto com o campeonato Brasileiro; As 500 milhas do Kartódromo Granja Viana.

Juntaram-se a nós mais três grandes amigos ótimos pilotos: João Lapetina, Stênio Campos e Rodrigo Lopes. Sendo assim foi só esperar chegar a data, mas aproveitar o tempo até ela pra se preparar ao máximo, dentro e fora da pista. Contagem regressiva e os meses foram se sucedendo.

Um dia antes eu já tinha deixado tudo preparado. Dentro do carro já estava a mala com macacão, sapatilhas, camisetas da AMIKA, 2kgs de lastro para canela, luvas, balaclava e capacete. Além de todo este equipamento estava uma mochila com troca de roupa pós-banho e também uma placa de sinalização de pista de mais ou menos 1 metro de altura, que foi construída por mim em 2008, quando com outros pilotos corri um endurance de 5 horas.

Eis que chegou o dia. Acordei as 5h15 da manhã, me troquei, fiz um café forte naquela máquina Nespresso, comi um croissan de queijo branco, escovei os dentes e liguei o Iphone. Logo de cara mandei uma mensagem no whatsapp do Rodrigo Lopes dizendo: “Bom dia, mano! To saindo de casa agora! (5h49). Te ligo quando eu chegar ai. Abs ;)”. As 5h52 Rodrigo me responde: “Blz!!! To esperando”. E lá fui eu. Desci pra garagem, liguei o carro, ascendi os faróis, já que era praticamente noite ainda, e fui feliz rumo ao Ipiranga. Cabe um parentêses:  Brilhante ideia de deixar o carro carregado na noite anterior. =)

Cheguei no endereço da casa do Rodrigo as 6h10, liguei pra avisá-lo e ele já estava na portaria me esperando. Manobrei o carro na porta do prédio e ele já vinha em minha direção. Nos abraçamos como duas crianças que acabaram de ganhar brinquedos, carregamos mais ainda o carro com os equipamentos dele, um computador para telemetria, uma mochila lotada de Gatorades e um bolo feito pela sua esposa, a Vivian. Este bolo aliás estava ótimo e foi salvador. Valeu Vi! kakakakaka! E lá fomos nós, batendo papo o caminho inteiro.

Aliás, durante todo o caminho choveu bem, mas em 40 minutos chegamos no kartódromo tranquilamente. Como esperado, estava bem vazio. Estacionei bem na entrada dos boxes, pra ter acesso fácil ao carro durante todo o dia, pois seria necessário, e fomos identificar onde estava exatamente nossa garagem no pitlane. Pelo mapa das garagens a nossa era a 49, bem próximo a saída dos boxes, a achamos e com ela uma surpresa: já tinha uma equipe lá começando a ocupar indevidamente nosso lugar. Os caras montaram uma puta parafernália de coisas! Mas, após falarmos com eles, notaram o erro e gentilmente desmontaram tudo e foram pra garagem certa, que era ao lado. Muito bem.

Uns 15 minutos depois começaram a chegar os demais. Primeiro veio o João Lapetina, depois o Stênio e logo depois o Miguel. Em mais algum tempo, não muito, todo o kartódromo estava tomado de gente. Muita gente conhecida também, muitos pilotos amigos adversários, claro. A essa altura nossa garagem estava toda montada com computador, monitores, placa de comunicação, comida, bebida, equipamentos de corrida e tudo mais.

Veio então o chamado do locutor do kartódromo para que todos os pilotos se juntassem no pitlane para o Briefing de pilotos. Legal. Orientações dadas, dúvidas tiradas, dai pra frente uma coisa foi sucedendo a outra. Logo veio o sorteio do numeral das equipes, sorteio dos karts, sorteio dividindo as 71 equipes em duas sessões de 10 minutos para classificação e chamado pra pista. Hora de queimar a borracha e desenhar no asfalto.

Lá pelas 9h fiz a classificação pela equipe, caímos no segundo grupo de 10 minutos, o que foi bom. Nossa vantagem em relação a turma da primeira sessão é que já tínhamos noção dos tempos de volta. Infelizmente era um traçado longo que pra fazer tempo competitivo era preciso fazer alianças na pista. As alianças são nada mais nada menos do que um kart empurrar o outro, assim aumenta-se a velocidade final de ambos. Mas claro, empurrar não é bater. Por indicação do Miguel fiz uma aliança antes mesmo de sair dos boxes, mas fui bastante prejudicado pelos dois babacas que “fizeram aliança” comigo. Fomos pra pista, eles a minha frente. Eu nitidamente era mais veloz, mas vamos lá dar um empurrãozinho pra melhorar nosso tempo. Vendo que eu estava mais perdendo do que ganhando, resolvi ultrapassá-los pra que então eles me empurrassem. Eles receberam minha ajuda o tempo todo durante a classificação e na hora de retribuir não fizeram o mesmo, ou contrário, me empurraram pra fora do traçado. Pouco depois o tempo acabou. Ok, mas ainda assim classificamos num razoável P24, levando em consideração que eram 71 equipes.

Pois bem. Um tempo depois, por volta das 11h, todos os karts estavam alinhados na pista. Miguel iria fazer a largada de nossa equipe, a la Le Mans: Pilotos de um lado da pista, carros do outro. Fui escolhido pra ficar segurando o kart ligado e dar um empurrão quando o Miguel sentasse nele. Aquela porcaria de kart estava morrendo e, depois de eu ter que religar duas vezes o motor, eu tinha que com a mão esquerda segura-lo, já que a reta é em descida, e com a mão direita puxar o cabo do acelerador pra ele não morrer. Funcionou. O que não funcionou foi a largada.

No momento em que a bandeira verde foi dada, Miguel correu em minha direção pra sentar no kart e…  caiu. Sim! Ele pisou no lugar errado e caiu de ombro sobre o volante. Até conseguir sentar no kart e receber meu empurrão, caímos pra baixo de P40. Mas enfim, começou nossa corrida e vamos acelerar pra recuperar!

O que se viu depois disso foi um dia sensacional! É claro que não vou contar as 12 horas de corrida aqui, vou mencionar abaixo os registros que fiz via Instagram durante as 12 horas, e mais no final outras fotos que foram publicadas por outras pessoas. No final das contas, depois de ocupar P40, P5 e terminar a corrida em P12, todos nós nem vimos o dia passar, vivemos só emoções boas, lembranças inesquecíveis e no dia seguinte, além das bolhas nas mãos e das dores musculares nos ombros, costas, pernas, pescoço e no corpo todo, a flor da pela estava as emoções, fotos, comentários, curtidas e desejos de que venham logo os próximos endurances. É, parece que o vício só está crescendo, mas que assim seja! =)

01.11.2014 – 11h52
Tocou o hino nacional, largamos em P24, estamos em P9. Se passaram 35 minutos de prova, Miguel na pista. Devo assumir o kart em mais 30 minutos. Espetacular! ‪#‎500milhas‬ ‪#‎kartodromogranjaviana‬

Imagem1

01.11.2014 – 13h11
Report2# Passamos da volta n100, fiz a segunda perna em 57 minutos, estamos em P13. Temperatura subiu muito, haja hidratação. Na garagem a telemetria. ‪#‎500milhas‬ ‪#‎kartodromogranjaviana‬
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01.11.2014 – 14h56
Report3# 3h40 de corrida até aqui. Um problema em um dos nossos pit-stops nos fez perder 30 segundos, caímos pra P34, mas nosso piloto Rodrigo Lopes está incrível na pista! Recuperação incrível e estamos agora em P10. Enquanto tiver combustível ele continuará na pista. ‪#‎amika‬‪#‎500milhas‬

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01.11.2014 – 16h41
Report4# 285 voltas completadas. Acabamos de fazer o quinto pit-stop, Miguel pela segunda vez na pista agora. Estão em excelente evolução, disputando o sexto lugar. Proxima parada eu volto pra pista ‪#‎amika‬‪#‎500milhas‬ ‪#‎kartodromogranjaviana‬

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01.11.2014 – 19h50
Report5# A corrida já passou de 8h30 de duração, a noite chegou. Fiz mais60 voltas, entreguei o kart na quinta colocação e as bolhas já apareceram nas mãos. Vamos lá que ainda faltam mais de 3 horas de corrida. ‪#‎500milhas‬ ‪#‎kartodromogranjaviana‬ ‪#‎amika‬

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01.11.2014 – 22h06
Report6# Entramos na hora final. Já se foram 11h de prova e mais de 530 voltas. Nosso último piloto Rodrigo Lopes está na pista. A missão é conseguir terminar entre os 10 primeiros. Aparentemente algumas circunstâncias levaram embora nosso podium. ‪#‎500milhas‬ ‪#‎amika‬‪#‎kartodromogranjaviana‬

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01.11.2014 – 23h47
Report7# E assim acabaram as 500 milhas. Que evento sensacional! Entre 71 equipes terminamos em 13, mas tudo que envolveu este dia tornou a corrida um detalhe Foram mais de 12 horas de muita diversão!‪#‎500milhas‬ ‪#‎kartodromogranjaviana‬ ‪#‎amika‬

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Outras Fotos do evento:

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Oportunidade a vista!

Pessoal,

Estou dando uma força há um amigo de longa data que precisa muito vender um dos carros. O nome dele é Ricardo Rodrigues Alves, o perfil dele no Facebook é https://www.facebook.com/ricardo.rodriguesalves.77

Segundo ele o carro está na família há 4 anos, e com ele há 1 e meio. Abaixo estão os dados e as fotos do carro.

Peugeot 206 CC (Conversível)
Ano: 2002
Motor: 1.6cc 16v, gasolina
Câmbio: manual,
Kilometragem: 87.000km ( Carro de final de semana )
Acessórios: Rodas, DVD e bloqueador Car System

Valor: r$ 30.000,00 (IPVA totalmente pago)

Ai estão os contatos do Ricardo
Ricardo Alves
( 011 ) 9-7646-0444

Boa negociação!

😉

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A “malandragem” sobre quatro rodas.

Milênios depois de largar meu blog aqui as traças por diversos motivos, cá estou eu após o último post do dia das mães. =)

Voltando pra casa ontem a noite, no sentido contrário ao meu, reparo num “Santanão” da VW sendo pilotado por um malaco. O que mais me chamou a atenção é que estávamos trafegando por uma avenida lisa e o possante do malaco sacudia igual touro mecânico de festa junina. Ao passar por mim entendi o porque. O carro do imbecil estava completamente rebaixado, caindo aos pedaços, todo torto. 

Com isso me senti na obrigação de falar aqui no HAT TRICK sobre as consequências e importância de se ter a suspensão do carro em dia. 

1 – A suspensão do seu carro de rua foi feita pensando em alguns pontos como, segurança, estabilidade e conforto. 
Ela é concebida tendo como base também o diâmetro das rodas e principalmente o perfil dos pneus (entenda como a altura do pneu). É claro que há grande diferença entre os carros populares e os mais sofisticados, mas mesmo assim cada um deles visa atingir estes quesitos basicamente. Nossas ruas são uma porcaria, todos os carros sofrem com isso em especial os importados que não são projetados para as ruas brasileiras. Notem que geralmente eles tem rodas maiores e pneus com perfis mais baixos. As ruas do Brasil pedem por suspensões mais macias, rodas menores e pneus com perfil mais altos pra que os carros aguentem o tranco.
 
2 – O Santanão do malaco, pra ter sua altura em relação ao solo menor como ele gosta, precisaria que fosse refeita toda a suspensão a começar.
O que ele fez foi simplesmente cortar as molas do carro e com isso os amortecedores não exerciam seu papel, já que a força da compressão e a capacidade da expansão das molas estavam alteradas, por isso que o carro pulava igual pipoca. Imagine que conforto viajar dentro do Santanão numa rua de paralelepípedos, por exemplo.
 
Vale lembrar que:
– Carros de rua não são de competição, assim como sua performance e sua estrutura.
– O asfalto de rua não é nem de longe semelhante ao asfalto dos autódromos.
– Você é motorista e não piloto, assim como todos os outros que estão dirigindo a sua volta.
– Por mais que seu carro seja um super carro, não pense que ele vai ser capaz de qualquer coisa nas ruas.
– Por mais que seu carro seja caro, tenha pneus largos, rodas grandes e suspensão baixa, não ache que você vai fazer a curva acelerando sem correr o risco de estampar na parede ou em alguém.
– Alterar a suspensão implica em uma série de coisas, como consumo de pneu, por exemplo.
– O melhor que podemos fazer para cuidar da suspensão do nosso carro é manter a calibragem adequada verificando semanalmente, além de evitar buracos e grandes impactos, claro.
 
Até a próxima, pessoal!
 
😉

Felipe Massa Balboa?

Enfim começou a F1! Este ano promete demais, mas algumas coisas ainda vem se arrastando pelo caminho; Felipe Massa

Seria ele uma espécie de Rocky Balboa ou não?

Até aqui a semelhança com o lutador guerreiro que abrilhantou o cinema com seus filmes épicos é que ambos apanham, apanham, apanham e não desistem. Mas e no final, como acabará? Assim como Balboa, massa conseguirá se recuperar e nocautear o adversário, que na minha opinião é ele mesmo? Ou Massa acusou o golpe e vai ficar “na lona”, como ficou ontem “atolado” no primeiro treino livre?

Precisei escrever.

Olá, meus queridos amigas, amigos, seguidores e seguidoras.

Pela primeira vez o meu blog HAT TRICK terá sua regra número 1 quebrada. O tema de hoje não será sobre velocidade, corridas, pilotos ou automobilismo em geral. Será sobre os últimos dias vividos nesta semana. É bem verdade que num deles rolou uma corrida de kart em que participei fazendo minhas estréia no circuito de Velopark, aqui no RS. E como é o nome deste blog fiz HAT TRICK por lá, ou seja, pole-position, volta mais rápida e vitória. Mas desta vez a corrida será deixada pra lá e dará lugar a outro tema.

Estou prestes a completar 30 anos e nestes dias vivi muita coisa que até então era inédita pra mim.

Tirei 15 dias de férias e depois de muito pensar tomei atitudes. Até aí, tudo bem, nada novo. Mas os pensamentos e as atitudes a que me refiro foram totalmente novas.

Acho que este meu texto ficará longo, mas prometo pra vocês que vou tentar fazer o melhor possível pra ele não ficar chato, portanto vá lá pegar uma água, um pacotinho de bolacha ou salgadinho, puxe a cadeira e se achegue. Enquanto eu escrevo estou degustando um Toddynho e jajá vou partir pruma maçã, enquanto isso aqui a tarde vai chegando ao fim e a noite começa a cair.

Estão prontos? Então vamos lá!

Depois de quase dois anos sem férias, devido mudança de emprego entre outros detalhes mais, decidi tirar 15 dias de férias. Prometi pra mim que seriam dias diferentes dos meus dias habituais de férias. Por alguns motivos, obviamente que não vou revelar todos, decidi que iria viajar sozinho, sem carro, de avião e para um lugar desconhecido, pra mim é claro.

Como bom Gerente de Projetos de ofício, e por caraterísticas pessoais, sou um cara que gosta de calcular e prever o máximo possível. O improviso não me agrada muito, justamente por não me passar muita confiança, então pra tudo que eu sempre fiz na vida sempre tive noção dos limites e deveres. Mas dessa vez fui mais pelo que diz meu signo, ou seja, vamos enfrentar uma bela aventura.

Os destinos foram avaliados, escolhidos e bem definidos, mas os roteiros não, daí vem a explicação pra aventura. Dos 15 dias de férias 8 foram dedicados para tal fim. Pois bem. No meu primeiro dia de férias, uma segunda-feira, dia 21.11, lá estava eu as 8h30 da manhã no aerporto de Congonhas rumo a Porto Alegre. O vôo foi excelente, tudo dentro do previsto, uma beleza. Após 1h40 de vôo eu já estava com o pé em terras gaúchas, desembarcando no aeroporto Salgado Filho e ouvindo aqui e ali o sotaque que mais adoro. De lá peguei um taxi e em menos de 30 minutos cheguei no hotel. A primeira pergunta, que com frequência vai e volta, foi: E agora? O que vou fazer?

O melhor de tudo é que pra esta pergunta sempre encontrei diversas respostas e com isso adorei a brincadeira! Mas não quero cair no clichê de ficar aqui descrevendo os lugares que visitei e fazer um texto massante. Quero falar do que senti, do que percebi. E claro, as percepções e sensações ainda não terminaram, nem mesmo enquanto escrevo este texto.

– Pausa para tomar uma água e pegar a maçã –  

Como todos vocês já sabem, ou pelo menos a grande maioria sabe, sou uma pessoal extremamente social, que conhece muita gente, que tem grandes amigos e uma família muito unida. Por estes motivos eu nunca tive a necessidade ou vontade de viajar sozinho, ou seja, eu jamais tinha feito isso. Então a primeira novidade na aventura começa aqui: viajar sozinho. Em 90% das minhas viagens pela vida ou eu conhecia o local de destino ou então alguém que estava comigo conhecia, o que não é o caso agora. Sendo assim aqui vai a segunda novidade: estar sozinho num lugar desconhecido.

Aqui alguns de vocês podem falar: “nossa, mas você nunca tinha feito isso?” Eu vou responder: “não e não vejo nada de errado nisso. Novamente falo que o tempo não é um problema e pra tudo nesta vida há a hora certa, basta sabermos aproveitar as oportunidades.” Alguns de vocês podem falar: “mas sozinho, André? Que deprê!” Daí eu vou responder: “tudo depende do ponto de vista. A solidão nem sempre é um problema, assim como estar acompanhado pode não ser o melhor dos mundos. Basta relembrar do ditado: Antes só do que mal acompanhado. Certo?” Então estar sozinho ou acompanhado pode ou não ser um problema, depende do seu ponto de vista.

Percepção. Adoro esta palavra! E a pratico muito. Como eu sabia que teria muita coisa nova pela frente eu ativei a chavinha “percepção” logo que entrei no avião e deixei sua sensibilidade no máximo. Tem sido demais!

O simples fato de observar o comportamento de cada indivíduo nos ensina demais quando estamos sozinhos. Até mesmo o movimento das nuvens quando observamos pela janelinha do avião, até mesmo as guinadas que o avião dá pra esquerda e pra direita, os movimentos da cidade láaaaa embaixo, as mudanças de paisagem, de horizonte, de luz, de temperatura. É um papo meio filosófico, mas reparem como isso mexe com nosso introspectivo. Todos deveriam se permitir a isso. É fascinante! Nestes momentos a gente tem a oportunidade de viver intensamente cada segundo de vida. Nestas horas a gente percebe como a correria do cotidiano nos impede de evoluir sobre nós mesmos e também deixar de aproveitar tudo de bom que está a nossa volta.

Nestes quatro dias inteiros vividos aqui em Porto Alegre vivi o que demoraria meses  ou até anos pra viver, se for considerar o ritmo habitual da vida. Percorri a pé cerca de 80km, quase não usei carro, conheci dois estádios de futebol, três parques, um autódromo, vários pubs, algumas churrascarias, muitos e muitos rostos, muito sobre uma cultura e mais um monte de outras coisas. Até a bandeira do Corinthians estiada no topo de um prédio no centro eu vi, rs.

Mas devo dizer que a solidão foi minha maior companhia, e como em toda e qualquer relação que envolve duas partes, as vezes nos damos bem as vezes nos damos mal com ela. A solidão a princípio parece uma palavra dura, ruim, pesada. Mas a solidão nos proporciona muita coisa. A solidão nos faz olhar a nossa volta e avaliar nossa conduta, nossos pensamentos, nossas expectativas, nossos objetivos. Ela também nos dá a noção e nos relembra que devemos dar valor ao que temos e a quem gosta da gente. Tenho feito isso mais do que nunca, sabe. A solidão é interpretativa não apenas em seu efeito mas também em seu significado, já que você pode estar efetivamente num lugar sem mais ninguém por perto ou então estar num lugar cercado de pessoas e mesmo assim se sentir sozinho.

Tenho me entendido bem com a solidão, ela não tem sido um problema, mas hoje ao acordar devo admitir que ela pegou pro lado negativo. Não sei se pelo fato de eu saber que estou deixando um local que gostei ou porque talvez meu inconsciente queira ficar, mas tratei de me movimentar, ver novos horizontes e com isso a solidão acabou ficando “legal” comigo de novo. Mas vamos ver como ela vai se comportar na hora que eu for deitar pra dormir hoje…        Sei que amanhã ao acordar novas aventuras virão e a adrenalina vai agir, com isso a solidão vai ser legal. Talvez até a página dois ou três 🙂

Mas as férias ainda estão longe de acabar, assim como a aventuras, que pelos meus cálculos ainda devem estar na metade, já que vou passar mais 4 dias em um lugar desconhecido pra mim. Balneário Camboriu aí vou eeeeeeeu!!!!!!

Espero dentro dos próximos dias ter novidades pra contar aqui.

Até!

😉